quarta-feira, 7 de março de 2018


Visita Técnica

O intuito dessa visita é analisar cada setor com o objetivo de averiguar se estão enquadrados na legislação vigente.

Recepção:
Ambiente destinado à coleta de amostras coletadas por pacientes, como urina e fezes, entrega de resultados e esclarecimento de dúvidas quando necessário. As amostras recebidas dos pacientes são armazenadas em uma bandeja destinada a esse fim e posteriormente encaminhadas para os setores de Uroanálise e Parasitologia, e por essa razão os RSS gerados nesse ambiente se enquadram no GRUPO D (RESÍDUOS COMUNS), ou seja, resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde. Portanto no ambiente deve possuir lixeira, e a cor do saco coletor de lixo deve ser azul ou preta impreterivelmente, além de identificar a lixeira, como “lixo comum”. Nesse ambiente não foi verificado nenhuma irregularidade.


Recepção


Sala de Coleta:
Ambiente destinado à coleta de sangue dos pacientes previamente agendados, sendo que os RSS gerados nessa sala se enquadram nos seguintes grupos: D (Resíduos Comuns); GRUPOS A1 (INFECTANTES) -resíduos com possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção, sangue e seus hemoderivados, e GRUPO E (PERFUROCORTANTES) - Materiais perfurantes ou escarificantes, como é o caso das seringas e agulhas utilizadas no momento da coleta. Para o lixo comum a cor do saco coletor deve ser preta ou azul, para os RSS do grupo A o saco deve ser branco e para o grupo E por se tratar de perfurocortantes o material deve ser descartado em um recipiente próprio, nesse caso, o uso do DESCARPAK, que pode ser de papelão ou de plástico apropriado para esse fim e a cor do saco coletor deve ser impreterivelmente amarela.
Observação: No dia da vistoria do local foi observada uma irregularidade no que diz respeito ao descarte dos RSS do grupo D. O adesivo indicador do tipo de RSS estava invertido nas lixeiras. Ou seja, infectante no lugar de comum e comum no lugar de infectante.



Sala de coleta















Lixeiras com adesivo invertido (Desacordo com a cor do saco).










Sala de coleta.

























Sala de coleta infantil:
Ambiente destinado à coleta infantil, porém por motivos de inadequações o espaço não está sendo utilizado e por isso não há produção de nenhum tipo de RSS.


Sala de coleta infantil/pediátrica.

Sala de coleta Ginecológica:
Ambiente destinado à coleta ginecológica, porém por motivos de inadequações e por não estar realizando esse tipo de coleta atualmente o espaço não está sendo utilizado e por isso não há produção de nenhum tipo de RSS.


Sala de coleta Ginecológica.



Salas 1, 2 e 3:
Anexo destinado a outros fins, não integrando as atividades do laboratório de análises clínicas, exceto a sala 03 (três) que é utilizada para aulas teóricas e gera apenas lixo comum (GRUPO D) devendo conter lixeira e o saco coletor deve sempre obedecer a regra de cores, podendo ser para esse grupo preto ou azul.


















Vestiários:
Ambiente destinado à troca de vestimenta, paramentação com os Equipamentos de Segurança Individual (EPI), uso do sanitário anexo a esse ambiente além de conter armário individual para os colaboradores/alunos.
Para essa área destaca-se que, os RSS gerados na Parasitologia e Uroanálise são descartados diretamente no vaso sanitário do banheiro masculino, sem nenhum tipo de tratamento prévio, pois não representam risco à saúde ou ao meio ambiente; esse tipo de resíduo se enquadra no grupo A4 descrito pela RDC 306 de 2004 do Ministério da Saúde (MS) no capítulo VI. Ressalta-se que tal procedimento deve estar descrito no POP. Outro RSS gerado nesse ambiente é o lixo comum (Grupo D) devendo conter lixeira e o saco coletor deve sempre obedecer a regra de cores, podendo ser para esse grupo preto ou azul.




Vestiário contendo armários e sanitário. (Feminino e masculino apresentam as mesmas características).              

Departamento de Materiais de Limpeza (D.M.L):
Área destinada apenas ao acondicionamento dos materiais de limpeza utilizados pelo laboratório, portanto o único resíduo gerado nesse setor é o de lixo comum (Grupo D).
Observação: No momento da vistoria foi observado que não há acondicionamento para o lixo comum, todo RSS gerado nesse setor é descartado no lixo comum da área de lavagem. No DML não é obrigatório o descarte, mas o ideal é conter.



DML.


Triagem:
Sala destinada para triagem de amostras dos pacientes, portanto deve conter uma lixeira com pedal para lixo infectante/biológico (Grupo A) com o saco coletor na cor branca, lixeira para acondicionamento de lixo comum, (Grupo D) com a cor do saco coletor preta ou azul e um DESCARPAK para descarte de materiais perfurocortantes com a cor do saco coletor amarela (Grupo E), todos esses descartes são necessários, porém os RSS gerados nesse setor são de uma quantidade muito baixa, sendo que essas lixeiras servem apenas para o caso de algum “acidente” com alguma amostra tornando-se indispensáveis para o setor.


Setor de triagem.


Lavagem/Higienização das mãos:
Área destinada exclusivamente para higienização das mãos, portanto nesse ambiente o único RSS gerado é o comum (Grupo D) devendo conter uma lixeira com pedal e o saco coletor deve sempre obedecer à regra de cores, podendo ser para esse grupo preto ou azul.
Observação: Próximo a essa área fica localizado o chuveiro de emergência em caso de acidente com algum resíduo químico que possa ter entrado em contato com os olhos ou em outra parte do corpo.








Imunologia:
Área destinada a ensaios imunológicos, porém testes como ELISA, teste rápido e outros costumam ser realizados na bioquímica. Os RSS gerados nesse setor são do Grupo D, Grupo E e grupo A. No momento da vistoria o setor atendia as especificações supracitadas.


Setor de Imunologia.


Citologia
Área destinada à coloração de lâminas com amostras cervico-vaginal e analise microscópica, porém como não esta sendo realizadas coletas, a atividade de citologia esta suspensa. Porém o laboratório conta com descarte para RSS Comum (Grupo D) e infectante (Grupo A).
Observação: A estrutura física do setor estava adequada no momento da vistoria havendo apenas uma ressalva, que foi a falta do DESCARPAK. Embora o laboratório não esteja realizando coleta e nem preparo de lâminas, o adequado seria um descarte para perfurocortantes (Grupo E).


Setor de citologia. Ausência do DESCARPAX.


Uroanálise
Setor destinado à análise da urina; produz RSS Comum (Grupo D), perfurocortantes (Grupo E) e infectantes (Grupo A). No momento da inspeção foi observada a ausência do DESCARPAK além de uma inversão no acondicionamento do lixo comum e lixo infectante (os sacos coletores estavam corretos, mas o adesivo informativo do tipo de descarte estava invertido), outra observação é que uma das lixeiras estava com o pedal danificado oferecendo risco ergonômico e infectante. As amostras analisadas são desprezadas no banheiro do vestuário masculino, como as amostras não oferecem nenhum tipo de risco à saúde humana ou mesmo ao meio ambiente, na pratica é aceitável desde que descrito no POP.


Setor de Uroanálise. Ausência de um vaso sanitário para descarte das amostras.


Parasitologia
Área destinada para análise parasitológica de fezes. Tem como RSS Grupo D (Comum), Grupo E (Perfurocortantes) e Grupo A (infectantes). Assim como na Uroanálise o material analisado é descartado no sanitário do vestuário masculino por não conter expurgo em ambos. No momento da vistoria não foi observado nenhuma inconformidade.


Setor de Parasitologia.

Sala de Lavagem
Setor destinado à lavagem de vidrarias e materiais usados na rotina do laboratório. Os RSS gerados aqui são do Grupo D, Grupo E e Grupo A. Quanto aos recipientes para descarte no momento da vistoria estavam todos de acordo, a observação referente a esse setor é apenas um pequeno buraco na parede que inclusive já foi passado por uma manutenção, porém o problema continuou, a fissura não é tão grande e nem interfere nos resultados de nenhum exame do laboratório, mas deve passar por manutenção o quanto antes.


Setor de Lavagem.

Parede com "remendo" devido infiltração.


Esterilização
Setor destinado à autoclavagem de resíduos. No momento da vistoria não foram observadas irregularidades.


Setor de esterilização.

Microbiologia
Área destinada a cultura de microorganismos, identificação, coloração de Gram, possui 2 (duas) pias, sendo que apenas uma possuía os recipientes para descarte, e o ideal é que as duas tenham para evitar acidentes durante o percurso até o descarte. Os RSS gerados nesse setor são do Grupo D, Grupo E, Grupo A e Grupo B, sendo o C em pouca quantidade, normalmente são os corantes e muitas vezes são desprezados na pia e quando em muita quantidade são armazenados temporariamente em um Becker ou galão de 5L para posteriormente serem neutralizados e incinerados.
Observação: No momento da vistoria foi observada a ausência do Descarpak e do descarte apropriado para o lixo químico.


 Setor de Microbiologia.

OBS: Ausência do DESCARPAK e descarte apropriado para os resíduos químicos.








Hematologia e Bioquímica:
São dois setores distintos e que podem compartilhar um ambiente comum que é caso desses dois setores, são conjugados, com acesso livre porque não há risco de contaminação. Os RSS gerados por esses setores são: Grupo D (Comum), Grupo E (perfurocortantes), Grupo A (infectantes) e Grupo B (Químico).  Nas bancadas há descartes temporários para ponteiras e tubos para posteriormente serem tratados, esterilizados, desinfetados, só há uma pia para os setores e o ideal é que o descarte fique o mais próximo possível e na bancada da bioquímica há um galão de 5L para armazenar temporariamente os reagentes químicos para posteriormente serem neutralizados e incinerados.
Observação: Foi observado durante a inspeção cantos arredondados que necessitam de manutenção.


 Setor de Hematologia.

Setor de Bioquímica.

Cantos arredondados precisando de manutenção.













Imunofluorescência:
Ambiente não está sendo utilizado atualmente, pois não faz parte da rotina do laboratório. Portanto não há produção de RSS.



Setor de Imunofluorescência.


Almoxarifado:
Ambiente destinado para armazenamento de materiais e insumos do laboratório. Não há produção de RSS, pois o local só serve como armazenamento, mas o ideal seria um descarte para materiais perfurocortantes (GRUPO E) e Químicos, pois pode haver acidentes, mas não é obrigatório.



Almoxarifado.
Planta Baixa











terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Vídeo explicativo básico
Objetivo: 
Facilitar entendimento do leitor. 




PGRSS - Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde


1.0 Definição:
É o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, observadas as suas características, no âmbito dos estabelecimentos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta interna, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final, bem como os aspectos relativos à proteção à saúde pública e segurança ocupacional do pessoal envolvido nas etapas do gerenciamento de resíduos. Ou seja, é um conjunto de procedimentos de gestão que visam o correto gerenciamento dos resíduos produzidos no estabelecimento seguindo, rigorosamente as legislações ANVISA RDC 306 E CONAMA 358.

1.1 - Quem precisa de PGRSS ?
RDC 306 - Capítulo II

Este Regulamento aplica-se a todos os geradores de Resíduos de Serviços de Saúde - RSS.

Para efeito deste Regulamento Técnico, definem-se como geradores de RSS todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação); serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de tatuagem, dentre outros similares.

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2.0 Importância:
O principal objetivo  é prevenir os riscos à saúde e ao meio ambiente, por meio do correto gerenciamento dos resíduos gerados pelos serviços de saúde, assim como reduzir o volume de resíduos perigosos e a incidência de acidentes ocupacionais, além de gerar subsídios para uma política nacional de resíduos sólidos de saúde.

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3.0 Responsável:
Com base na gama de legislações ambientais, devem ser nomeados profissionais da área química para realização das atividades nesses estabelecimentos. Com um profissional da área química, o estabelecimento tem uma dimensão mais clara dos problemas e riscos decorrentes das atividades que desenvolve.

RDC 306/2004 - Cap. IV

2.2. A designação de profissional, com registro ativo junto ao seu Conselho de Classe, com apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica-ART, ou Certificado de Responsabilidade Técnica ou documento similar, quando couber, para exercer a função de Responsável pela elaboração e implantação do PGRSS.
 2.2.1 - Quando a formação profissional não abranger os conhecimentos necessários, este poderá ser assessorado por equipe de trabalho que detenha as qualificações correspondentes.


Imagem relacionada



4.0 Dados do estabelecimento:







http://portal.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/res0306_07_12_2004.pdf/95eac678-d441-4033-a5ab-f0276d56aaa6
http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/manual_gerenciamento_residuos.pdf