terça-feira, 27 de março de 2018

Resultado de imagem para PGRSSCOMPARAÇÃO ENTRE OS PGRSS APRESENTADOS 








A ideia dessa publicação é verificar os PGRSS dispostos e apontar quais críticas, sugestões ou elogios observados. A seguir, será descrito qual PGRSS (título) analisado seguido das observações.

PGRSS – UNIVERSIDADE VALE DO RIO VERDE - UNINCOR
Observações: A tabela II que fala sobre critérios para acondicionamento de resíduos infectantes traz uma descrição da classe A um pouco diferente do que está na RDC 306/04, inclusive nessa tabela é citado a classe A6 que na RDC 306 não contempla. Verifica-se uma desatualização por parte dos responsáveis pelo PGRSS pois uma parte dele está baseada na RDC 33/2003 que foi revogada em 2004 pela 306.

PGRSS – LABORATÓRIO DE PATOLOGIA
Houve uma certa redundância entre o tópico 3.2.1 e a tabela 1. Os dois abordam o mesmo assunto (Classificação e tipos de resíduos gerados pelo Laboratório), poderia ter deixado apenas a tabela que é bem mais dinâmica e de fácil compreensão. Tabelas em geral é uma excelente ferramenta, pois como colocado acima, torna a leitura mais dinâmica, mas para isso a disposição dos dados deve estar de forma mais coesa possível.
A tabela 5 (Produtos Químicos Incompatíveis) ficou muito bem explicada e merece um destaque quanto a sua relevância, pois com uma tabela dessas descrita no PGRSS o risco de ocorrer um erro de uma mistura de substâncias químicas incompatíveis torna-se muito baixo. Outro assunto muito bem explicado foi sobre o uso de EPI E EPC, detalhe que poderia ser usado no PGRSS do nosso laboratório. O PGRSS desse laboratório é muito rico em informações, porque além de abordar questões como os tipos de RSS, foca muito na segurança dos colaboradores com várias tabelas explicativas e dinâmicas.

PGRSS -  UFPA
Sem observações significativas para esse PGRSS. A forma a qual ele foi abordada foi muito técnica e precisa, embora ele seja grande os tópicos estão muito bem resumidos.

PGRSS – PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA
A princípio a tabela 1-  Classificação dos RSS ficou muito dinâmica, é uma ideia que poderia ser aplicada ao PGRSS do Laboratório de análises, outra ideia muito bem elaborada foi a do organograma com as etapas do manejo e o da divisão dos serviços de saúde. Sem observações significativas, PGRSS muito bem elaborado.

De uma forma geral todos os PGRSS estavam bons, com exceção de um detalhe ou outro. Os 2 últimos chama bastante a atenção pela sua estruturação, que acaba abordando o assunto de forma completa e ao mesmo tempo sucinto. Para o blog adotaríamos 2 ideias: Organograma e um olhar mais dedicado ao profissional de saúde abordando da mesma forma que foi descrito no PGRSS do laboratório de patologia sobre os riscos, o que fazer, os tipos de EPI e EPC.


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Abaixo está proposto em forma de imagem os principais conteúdos que devem conter no Plano de Gerenciamento de resíduos de serviço de saúde (PGRSS) e que foram pilares utilizados na avaliação dos PGRSS supracitados.

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terça-feira, 20 de março de 2018


TRATAMENTO PARA CADA TIPO DE RESÍDUOS

No laboratório de análises clínicas os tipos de resíduos gerados são do grupo A1; B; D; e E. Abaixo segue o padrão de manejo dos mesmos:

GRUPO A1:
De acordo com a RDC 306 são considerados RSS do grupo A1: culturas e estoques de microrganismos resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os hemoderivados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética. Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio.
Devem ser submetidos a tratamento, utilizando-se processo físico ou outros processos que vierem a ser validados para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana, em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana. Após o tratamento, devem ser acondicionados da seguinte forma: Se não houver descaracterização física das estruturas, devem ser acondicionados em saco branco leitoso, que devem ser substituídos quando atingirem 2/3 de sua capacidade ou pelo menos 1 vez a cada 24 horas e identificados. Havendo descaracterização física das estruturas, podem ser acondicionados como resíduos do Grupo D.

GRUPO A4: Dentro desse subgrupo o laboratório contempla apenas 2 itens dos que estão descriminados na RDC, que é a Urina e Fezes que são desprezados diretamente no vaso sanitário (na rede de esgoto) sem precisar passar por nenhum um tipo de tratamento específico por não oferecer risco a saúde e ao meio ambiente.

GRUPO B: Os resíduos líquidos devem ser acondicionados em recipientes constituídos de material compatível com o líquido armazenado, resistentes, rígidos e estanques, com tampa rosqueada e vedante. Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em recipientes de material rígido, adequados para cada tipo de substância química, respeitadas as suas características físico-químicas e seu estado físico. No laboratório os resíduos químicos são neutralizados e posteriormente acondicionados em bombonas para serem incinerados.

GRUPO D: Devem ser acondicionados utilizando-se de sacos impermeáveis de cor preta ou azul, contidos em recipientes e receber identificação de lixo comum. Por se tratar de resíduo comum, esses são coletados pelo caminhão de lixo da prefeitura e tem como destino o aterro sanitário.

GRUPO E: Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente, no local de sua geração, imediatamente após o uso ou necessidade de descarte, em recipientes, rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa, sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. No laboratório é utilizado como recipiente de descarte o DESCARPAK. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas, quando descartáveis, sendo proibido reencapa-las ou proceder a sua retirada manualmente. O volume dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária deste tipo de resíduo.

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COMO MINIMIZAR A GERAÇÃO DE RESÍDUOS
  1. Elaborar um plano de treinamento e repassá-lo para colaboradores e terceiros envolvidos no manejo de RSS;
  2. Elaborar plano de ações em atendimento às normas e requisitos legais para contemplar a mensuração da média mensal de cada grupo de resíduo gerado;
  3. A segregação eficiente contribuiu para a redução do volume de resíduos infectantes e da incidência de acidentes ocupacionais, entre outros benefícios á saúde pública e ao meio ambiente;
  4. O tratamento preliminar dos resíduos do grupo A1, em condições de segurança e eficácia comprovada, no local de geração, modifica as características químicas, físicas ou biológicas destes resíduos e promove a neutralização dos agentes nocivos à saúde humana e animal e ao ambiente;
  5. Recipientes ou cilindros, assim como resíduos ou quantidades não utilizadas, tanto de gelo seco como de hidrogênio líquido, são devolvidos para o fornecedor diminuindo assim a geração de resíduos;
  6. Elaboração de novas instruções de trabalho, alteração na política de Sistema Integrado de Gestão, reestruturação de processos; são opções que sempre devem estar sendo averiguadas e recebendo mudanças para minimizar ao máximo a geração de resíduos.

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IMPACTO AMBIENTAL E RISCOS


A quantidade exagerada de resíduos perigosos gerados pelo homem torna os ecossistemas naturais impossibilitados de depurá-los na velocidade necessária para se evitar tragédias de impacto ambiental. Há resíduos que não são depuráveis, o que aumenta ainda mais a necessidade de conscientização ambiental, principalmente nos processos de geração e consumo. Entre os diversos tipos de resíduos produzidos pelo homem, estão os resíduos de serviços de saúde, os quais tornam-se evidência, pois embora representem uma pequena parcela dos resíduos totais, ocupam uma posição de extrema importância pela capacidade que possuem de infectar e contaminar o meio ambiente e à saúde humana, uma vez que compreendem, dentre outros, resíduos radioativos, químicos perigosos e microbiológicos patogênicos (vírus, bactérias, protozoários e fungos).
Uma importante medida de prevenção ambiental é o trinômio redução, reutilização e reciclagem dos resíduos de serviços de saúde gerados. São uma forma de evitar o esgotamento da matéria-prima, economizar energia no processo de produção, aliviar o contingente de disposição no meio ambiente e estimular o exercício da conscientização ambiental. Com as medidas de redução, reutilização (quando possível) e reciclagem dos RSS, podemos alcançar a minimização da contaminação humana e ambiental pelos resíduos de serviços de saúde em nosso município e região, preservando matas, reservas, nascentes, águas interiores, fauna e flora, participando ativamente da consciência ambiental e recebendo em troca benefícios que somente a natureza pode oferecer quando está devidamente preservada.
Os resíduos de serviços de saúde, embora potencialmente infectantes e perigosos, são atualmente passíveis de tratamento e manejo seguro. É possível prevenir e minimizar os efeitos potencialmente agressivos dos RSS quanto ao meio ambiente e à saúde humana, através de medidas de preservação ambiental e de políticas de saúde pública.
Após a coleta, inicia-se a última fase do processo: o tratamento e a destinação final do lixo. Nessa fase, com exceção dos casos em que há separação do lixo reciclável, quando outras etapas são cumpridas antes, o lixo deve ser transportado para locais especiais (Aterro Sanitário), onde é depositado, compactado e coberto com sucessivas camadas de terra, a fim de não ficar exposto e minimizar sua ação nociva ao homem e ao meio ambiente. A correta execução de todas essas fases contribui decisivamente para aumentar a qualidade de vida da cidade. 

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INFORMAÇÕES SOBRE COLETA E TRANSPORTE EXTERNO

Empresas coletoras de serviços:

Nome(s) das empresas(s)
CNPJ/CPF
Tipos de resíduos
Documentos Legais
Incinera Tratamento de Resíduos LTDA.
07.393.407/0001-75 
Infectantes, Perfuro cortantes e Químicos.
Manifesto de Transporte e Certificado.
Cooperativa de Trabalho Dos Catadores de Materiais Recicláveis de Anápolis
 (Cooper Can).
21.463.470/0001-61 
Reciclados
Doações












Frequência da coleta: 
Tipos de resíduos
Diariamente
Dias Alternados
Semanal
2x ao dia
Outra frequência
Infectantes
(Grupo A)


x


Químicos
(Grupo B) 


x


Grupo C
-
-
-
-
-
Reciclados
 (Grupo D)


x


Perfuro cortantes (Grupo E) 


x



Tipos de veículos utilizados na coleta:
Tipos de resíduos
Tipos de Veículos

Saveiro
Basculante
Baú
Compactador
Outros, especificar
Infectantes
(Grupo A)


x


Químicos
(Grupo B) 


x


Grupo C
-
-
-
-
-
Reciclados
(Grupo D)


x


Perfuro cortantes (Grupo E) 


x




terça-feira, 13 de março de 2018

ILUSTRAÇÃO  BÁSICA 
Objetivo: facilitar entendimento do leitor.
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1.0 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS

Grupo A1: Culturas e estoques de microrganismos resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os hemoderivados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética. Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio.

Grupo A2: Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microorganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a estudo anátomo-patológico ou confirmação diagnóstica. Devem ser submetidos a tratamento antes da disposição final.

Grupo A3: Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares.

Grupo A4: Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores; filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa, entre outros similares; sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco 4, e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou microrganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de contaminação com príons; tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo; recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenham sangue ou líquidos corpóreos na forma livre; peças anatômicas (órgãos e tecidos) e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos anátomopatológicos ou de confirmação diagnóstica; carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microorganismos, bem como suas forrações; cadáveres de animais provenientes de serviços de assistência; Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual póstransfusão.

Grupo A5: Órgãos, tecidos, fluidos orgânicos, materiais perfurocortantes ou escarificantes e demais materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação com príons.
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Grupo B: Resíduos químicos que apresentam risco à saúde ou ao meio ambiente, quando não forem submetidos a processo de reutilização, recuperação ou reciclagem, devem ser submetidos a tratamento ou disposição final específicos.
Imagem relacionada

Grupo C: Os rejeitos radioativos devem ser segregados de acordo com a natureza física do material e do radionuclídeo presente, e o tempo necessário para atingir o limite de eliminação, em conformidade com a norma NE - 6.05 da CNEN. Os rejeitos radioativos não podem ser considerados resíduos até que seja decorrido o tempo de decaimento necessário ao atingimento do limite de eliminação.
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Grupo D: Para os resíduos do Grupo D, destinados à reciclagem ou reutilização, a identificação deve ser feita nos recipientes e nos abrigos de guarda de recipientes, usando código de cores e suas correspondentes nomeações, baseadas na Resolução CONAMA nº. 275/2001, e símbolos de tipo de material reciclável:
 I - azul – PAPÉIS
 II- amarelo - METAIS
III - verde – VIDROS
 IV - vermelho – PLÁSTICOS
 V - marrom - RESÍDUOS ORGÂNICOS
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Grupo E: Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente, no local de sua geração, imediatamente após o uso ou necessidade de descarte, em recipientes, rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa, devidamente identificados, atendendo aos parâmetros referenciados na norma NBR 13853/97 da ABNT, sendo expressamente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas, quando descartáveis, sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retirada manualmente.
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2.0 GERENCIAMENTO INTERNO AO ESTABELECIMENTO

Conforme a Resolução da Diretoria Colegiada, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA - RDC Nº 306, de 7 de dezembro de 2004, o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (RSS) é constituído por um conjunto de procedimentos de gestão. Estes procedimentos são planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos de serviços de saúde e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente.
O gerenciamento inicia pelo planejamento dos recursos físicos e dos recursos materiais necessários, culminando na capacitação dos recursos humanos envolvidos.
Todo laboratório gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde - PGRSS, baseado nas características dos resíduos gerados.
O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as normas federais, estaduais e municipais, e ainda deve estar de acordo com os procedimentos institucionais de Biossegurança, relativos à coleta, transporte e disposição final.

MANEJO/MANUSEIO
O manejo dos resíduos de serviços de saúde é o conjunto de ações voltadas ao gerenciamento dos resíduos gerados. Deve focar os aspectos intra e extra estabelecimento, indo desde a geração até a disposição final, incluindo as seguintes etapas:

SEGREGAÇÃO
Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos envolvidos.

ACONDICIONAMENTO
Consiste no ato de embalar os resíduos segregados, em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de punctura e ruptura. A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo.
Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em sacos resistentes à ruptura e vazamento e impermeáveis, de acordo com a NBR 9191/2000 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Deve ser respeitado o limite de peso de cada saco, além de ser proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento.
Os resíduos perfurocortantes devem ser acondicionados em recipientes resistentes à punctura, ruptura e vazamento, e ao processo de descontaminação utilizado pelo laboratório.

COLETA E/OU TRANSPORTE INTERNO
Esta etapa consiste no translado dos resíduos dos pontos de geração até local destinado ao armazenamento temporário ou armazenamento externo com a finalidade de apresentação para a coleta.
O transporte interno de resíduos deve ser realizado atendendo roteiro previamente definido e em horários não coincidentes com a distribuição de roupas, alimentos e medicamentos, períodos de visita ou de maior fluxo de pessoas ou de atividades. Deve ser feito separadamente de acordo com o grupo de resíduos e em recipientes específicos a cada grupo de resíduos.
Os carros para transporte interno devem ser constituídos de material rígido, lavável, impermeável, resistente ao processo de descontaminação determinado pelo laboratório, provido de tampa articulada ao próprio corpo do equipamento, cantos e bordas arredondados, e identificados com o símbolo correspondente ao risco do resíduo neles contidos. Devem ser providos de rodas revestidas de material que reduza o ruído. Os recipientes com mais de 400 L de capacidade devem possuir válvula de dreno no fundo. O uso de recipientes desprovidos de rodas deve observar os limites de carga permitidos para o transporte pelos trabalhadores, conforme normas reguladoras do Ministério do Trabalho e Emprego.

ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO E/OU EXTERNO
Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento e otimizar o deslocamento entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. Não pode ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, sendo obrigatória a conservação dos sacos em recipientes de acondicionamento.
O armazenamento temporário pode ser dispensado nos casos em que a distância entre o ponto de geração e o armazenamento externo justifiquem.
A área destinada à guarda dos carros de transporte interno de resíduos deve ter pisos e paredes lisas, laváveis e resistentes ao processo de descontaminação utilizado. O piso deve, ainda, ser resistente ao tráfego dos carros coletores. Deve possuir ponto de iluminação artificial e área suficiente para armazenar, no mínimo, dois carros coletores, para translado posterior até a área de armazenamento externo. Quando a sala for exclusiva para o armazenamento de resíduos, deve estar identificada como “Sala de Resíduos”.
Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados.
Os resíduos de fácil putrefação que venham a ser coletados por período superior a 24 horas de seu armazenamento, devem ser conservados sob refrigeração, e quando não for possível, serem submetidos a outro método de conservação.
O armazenamento de resíduos químicos deve atender à NBR 12235 da ABNT.

3.0 EXTERNO AO ESTABELECIMENTO

COLETA E TRANSPORTE EXTERNO
Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a realização da etapa de coleta externa, em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. Neste local não é permitido a manutenção dos sacos de resíduos fora dos recipientes ali estacionados. A coleta e transporte externos dos resíduos de serviços de saúde devem ser realizados de acordo com as normas NBR 12.810 e NBR 14652 da ABNT.
Na remoção dos RSS do abrigo de resíduos (armazenamento externo) até a unidade de tratamento ou disposição final, deve ser sempre utilizando-se técnicas que garantam a preservação das condições de acondicionamento e a integridade dos trabalhadores, da população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana.

TRATAMENTO
Consiste na aplicação de método, técnica ou processo que modifique as características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de contaminação, de acidentes ocupacionais ou de dano ao meio ambiente. O tratamento pode ser aplicado no próprio estabelecimento gerador ou em outro estabelecimento, observadas nestes casos, as condições de segurança para o transporte entre o estabelecimento gerador e o local do tratamento. Os sistemas para tratamento de resíduos de serviços de saúde devem ser objeto de licenciamento ambiental, de acordo com a Resolução CONAMA nº. 237/1997 e são passíveis de fiscalização e de controle pelos órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente, sendo que para o processo de autoclavação aplicado em laboratórios para redução de carga microbiana de culturas e estoques de microrganismos está dispensado de licenciamento ambiental, ficando sob a responsabilidade dos serviços que as possuírem, a garantia da eficácia dos equipamentos mediante controles químicos e biológicos periódicos devidamente registrados e os sistemas de tratamento térmico por incineração devem obedecer ao estabelecido na Resolução CONAMA nº.316/2002.

DISPOSIÇÃO FINAL
Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA nº.237/97.

4.0 COMPONENTES DA EQUIPE DE ELABORAÇÃO

Responsável pelo PGRSS
Luana Isabella de Moura Camara
Identificação ART do responsável
CRF 000001
Número do conselho de classe
000002
Nome dos técnicos /cargos
Izagmar Oliveira/ Coletar dados

Kamylla Cardoso/ Imagens

Larissa Sena/ Referências

Lorrany Raissa/ Escrever

Rafael Barros / Escrever

Rafaela Xavier / Referências

Rodrigo Gomes / Coleta de dados

Sabrina Hilário/ Postagens
Nome da empresa contratada
-
Identificação ART da empresa
-
Número do conselho de classe
-

5.O CARACTERIZAÇÃO DO ESTABELECIMENTO

Número total de funcionários
Existentes: 04
A serem contratados: 0
Total: 04
Condição de funcionamento do estabelecimento
Em atividade (x)
Em implantação ( )
Em expansão/modernização ( )
Em relocalização ( )
Tipo de serviços terceirizados
Manutenção (x)
Limpeza (x)
Serviços clínicos ( )
Número total de funcionários de empresas terceirizadas
02
Área total construída
Não informado
Área total do terreno
Não informado
Licença ambiental
N°. 15/03/2016 Data de validade: 30/11/2017
Alvará sanitário
N°. 20/72/52 Data de validade: 23/08/2018
Horário de funcionamento
Segunda a sexta de 07:00h à 17:30
Estrutura física
Tipo de construção: Padrão Lab. De Análises Clínicas.
Número de pavimentos: 01
Abastecimento de água
Tipo: Da universidade (poço artesiano)
Consumo interno: Potável/Destilada/Deionizada.
Número de reservatórios: Não informado.
Condições urbanas do entorno
Condições de acesso: Não informado
Risco de enchentes: Não
Risco de deslizamento: Não

6.0 TIPOS DE RESÍDUOS GERADOS

Quantidade de resíduos gerados por unidade:
Unidades
Grupos de resíduos
Medido
Estimado

A
B
C
D
E
RE
ES
t/mês
l/mês
RECEPÇÃO



X


 X
12kg

COLETA
X


X
X

 X
15kg

VESTIÁRIOS



X


 X
09kg

TRIAGEM
X


X
X

 X
10kg

CITOLOGIA
X


X
X

 X
10kg

UROANÁLISE
X


X
X

 X
12kg

PARASITOLOGIA
X


X
X

 X
08kg

LAVAGEM
X


X
X

 X
08kg

ESTERELIZAÇÃO






 X
-

MICROBIOLOGIA
X
X

X
X

 X
15kg
1L
HEMATOLOGIA
X
X

X
X

 X
15kg
1L
BIOQUÍMICA
X
X

X
X

 X
15kg
1L
ALMOXARIFADO




X

 X
-
1L
IMUNOLOGIA
X


X
X

 X
10kg

IMUNOFLUORESCÊNCIA






 X
-

DML



X


 X
-











RE: Resíduos recicláveis.
ES: Resíduos específicos.

Quantidade de resíduos coletado por grupo de resíduos:
Grupos
Total de resíduos (KG/mês)
A
~ 30 Kg
B
~ 25 Kg
C
NÃO SE APLICA
D
~ 50 Kg
E
~ 25 Kg
Recicláveis
INFORMAL